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domingo, 26 de junho de 2011

A juventude assembleiana do século XXI.

Analisando a história da denominação, pode-se perceber a grande diferença entre a geração assembleiana de hoje e as anteriores. Atualmente, o jovem tem mais facilidades, mais acesso à informação e às novas tecnologias. No entanto, a juventude deste século tem de enfrentar desafios ainda maiores do que a geração de Daniel Berg e Gunnar Vingren.
De acordo com o cientista social Josué de Souza, apesar de todo o acesso ao conhecimento, o número de jovens pentecostais com ensino superior ainda é muito baixo. Ele cita dados da Pesquisa da Juventude Brasileira que aponta que apenas 3% dos jovens pentecostais têm diploma universitário. “Nos últimos anos, temos visto essa facilidade de acesso ao conhecimento. E essa mudança também chegou aos membros da igreja. A juventude de hoje está mais atenta à necessidade do conhecimento e crescimento profissional”, afirma.



De acordo com Jesiel Paulino, que atua na diretoria da juventude da AD em Blumenau (SC), esse é um dos fatores que faz com que o jovem seja mais exigente quanto à dinâmica da vida cristã, bem como acerca dos seus mecanismos de expressão. “As verdades da fé cristã são imutáveis. Todavia, a forma de exposição e assimilação desse conhecimento precisa ser contextualizada”, explica, destacando que, para atender às necessidades da atual juventude, o trabalho em Blumenau tem como base cinco áreas diferentes: Evangelismo, Integração, Ação Social, Educação e Cultura e Comunicação Social.
Esse amplo trabalho com a juventude também pode ser visto em outras regiões do País. Na Assembleia de Deus Asa Sul, em Brasília, os jovens se envolvem diretamente com o trabalho social da igreja, com destaque para a Tarde da Graça Cristã, que acontece mensalmente, e onde os jovens oferecem atendimento gratuito a comunidade e fazem parte do serviço diaconal. De acordo com o pastor Carlos Magno Ferreira Lins, coordenador do projeto, nos dias atuais, os jovens são preparados mais cedo para o mercado de trabalho. “Com isso, temos como diferencial, um novo tipo de obreiro na Casa do Senhor. Antes, eram considerados apenas pastores, evangelistas, presbíteros ou diáconos. Hoje, podemos ver que temos vários profissionais liberais que usam a profissão para auxiliar também no crescimento da obra de Deus”, enfatiza
Mesmo com todas as exigências que o corre-corre dos dias atuais impõe, a juventude assembleiana tem conseguido conciliar o crescimento ministerial e profissional. Para o jovem pastor Moisés Silvestre, que assumiu a liderança da AD em Belo Horizonte em 2009, é fundamental que rapazes e moças busquem conhecimento cultural e educacional. Segundo ele “Em todos os aspectos, quem estiver mais preparado é que vai ocupar os melhores lugares”.
De acordo com o líder, a atual geração é muito privilegiada e não pode perder a oportunidade que os primeiros assembleianos não tiveram. “Precisamos buscar o nosso espaço e o preparo profissional. Deus vai usar esse conhecimento, assim como aconteceu com Paulo, para que essa geração faça a diferença”, atesta.
Em busca de crescimento profissional, encontramos de Norte a Sul do Brasil exemplos de jovens que não abrem mão da carreira, mas também não deixam de lado o trabalho na obra do Senhor. Para Jesiel Paulino, o jovem precisa entender o campo profissional como uma extensão da obra de Deus. “O jovem tem que investir tanto em seu crescimento acadêmico/profissional, quanto em seu crescimento cristão”, destaca.
Otimista e um entusiasta da AD brasileira, pastor Moisés Silvestre acredita que a igreja vai manter o ritmo de crescimento nos próximos anos, “porque o Dono da obra se encarrega disso”. Segundo ele, a denominação precisa fazer uma plataforma bem feita, não deixando de fora aqueles não considerados aptos para o Corpo. “Não podemos fechar a porta para o jovem que ainda não teve uma mudança completa de vida. Precisamos ter paciência e deixar que a Bíblia se encarregue de proporcionar essa   transformação. A nossa obrigação é pescar. Quem limpa o peixe é o Espírito Santo”, destaca.
Para o cientista social Josué de Souza, o maior desafio da AD nos próximos 100 anos é conseguir transformar o sucesso numérico numa mudança real de vida. “A igreja tem papel fundamental no incentivo à educação. Poderíamos pensar em uma cruzada nacional contra o analfabetismo. Com o acesso que a igreja tem às periferias das cidades, daríamos uma contribuição enorme para a nação”, enfatiza.
Pastor Moisés Silvestre complementa, deixando um recado para os jovens. “Se Deus tem nos dado a oportunidade de sermos uma geração com maior acesso à informação e às novas tecnologias, seria um pecado muito grande de negligência não usarmos esse potencial em prol do Reino de Deus”, finaliza.

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